A Volonaut, empresa europeia dedicada a veículos a jato pessoais, divulgou nesta quarta-feira (23) um segundo vídeo de sua moto voadora Airbike, reacendendo discussões sobre a veracidade do projeto que já havia viralizado no início de maio.
moto voadora ganha novo vídeo
O registro mostra a Airbike decolando em área arborizada, pairando por alguns segundos e, em seguida, avançando em voo rasante. Ondas de calor visíveis sugerem empuxo real, indicando a ação de turbinas a jato posicionadas sob a carenagem.
A gravação inclui cenas de pouso em que o trem de aterrissagem absorve o impacto de forma breve. Analistas notaram que o centro de gravidade parece deslocado para trás, possivelmente em função do peso do piloto, estimado em cerca de 70 kg.
Em 4 de maio, a Volonaut publicara um vídeo anterior com um piloto vestido de “scout trooper”, referência a Star Wars, o que levou parte do público a suspeitar de imagens geradas por inteligência artificial ou edição digital avançada.
Diante da repercussão, sites especializados, como o New Atlas, voltaram a examinar quadro a quadro o material recente. A publicação apontou fluxo de ar concentrado no solo e sugeriu a presença de um propulsor principal mais um ou dois motores menores para controle direcional.
Tomasz Patan, fundador da startup, confirmou apenas que o empuxo é “substancial” e suficiente para redundância de segurança. Ele acrescentou que o tempo máximo de voo chega a dez minutos, variável conforme a massa do piloto.
moto voadora da Volonaut terá produção limitada
A Airbike foi projetada para se enquadrar na categoria de aeronave ultraleve em determinados mercados. Para atingir esse objetivo, a velocidade final será limitada eletronicamente a 102 km/h, dispensando licença tradicional de piloto e exigindo apenas curso intensivo oferecido pela própria empresa.
O sistema de controle de voo é fly-by-wire redundante, gerenciado por três computadores de bordo que monitoram estabilização em tempo real. Segundo a Volonaut, essas soluções permitem decolagem e pouso automáticos, bem como permanência em voo estacionário sem intervenções complexas do usuário.
Sem revelar o número exato de turbinas, a companhia afirma que o veículo mantém capacidade de voo em caso de falha parcial. Além disso, os motores aceitam diferentes combustíveis, entre eles querosene, diesel e biodiesel, com reabastecimento estimado em cerca de um minuto.
A carga útil anunciada suporta pilotos de até 95 kg. Estruturalmente, o chassi adota materiais leves de alta resistência para equilibrar peso e durabilidade, embora detalhes técnicos sobre ligas e compostos continuem sob sigilo.
Nos bastidores, entusiastas especulam que a Volonaut possa utilizar microturbinas equivalentes às JetCat P400 Pro ou similares, capazes de gerar empuxo necessário para elevação vertical sem rotores expostos, mas a fabricante não comenta componentes específicos.
Comercialmente, a Airbike será oferecida a preço inicial de US$ 880 mil, cerca de R$ 5 milhões na conversão direta. A produção será limitada, e as reservas começam em 1º de agosto mediante sinalização não divulgada.
A empresa ainda não informou quantas unidades pretende fabricar na primeira leva. Também não definiu cronograma de entregas nem homologações regulatórias em cada país, etapas essenciais para uso recreativo ou mobilidade curta.
Enquanto isso, a discussão sobre autenticidade continua. Especialistas afirmam que cortes no vídeo e ausência de demonstrações públicas mantêm margem para dúvidas, embora sinais termográficos e movimentação aerodinâmica pareçam consistentes com voo real.
A Volonaut defende que o objetivo é criar um veículo pessoal icônico, capaz de evocar a ficção científica sem comprometer requisitos de segurança. Patan declara que o design esportivo foi concebido para alojar a tecnologia necessária sem sacrificar estética.
Embora projetos de decolagem e pouso vertical (VTOL) elétricos dominem as apostas para transporte urbano, a Airbike segue caminho distinto ao adotar motores a jato compactos e autonomia curta, focada em experiências recreativas ou deslocamentos de curta distância.
Até que demonstrações abertas ocorram, o novo vídeo serve como principal evidência do progresso da empresa. A comunidade aeronáutica aguarda testes independentes para confirmar o desempenho anunciado e, sobretudo, comprovar que a moto voadora realmente saiu da ficção para o mundo real.

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