Os endereços encurtados com o domínio goo.gl deixarão de redirecionar a partir de 25 de agosto de 2025. A empresa vai exibir erro 404 sempre que alguém tentar acessar um desses links após a data. O anúncio encerra definitivamente o serviço de encurtamento lançado em 2009 e descontinuado em 2019.
Fim dos links encurtados do Google: o que muda
O Google informou que a operação do encurtador perdeu relevância ao longo dos anos. Segundo a companhia, mais de 99% dos links ativos não registraram nenhum clique no último mês. Com esse cenário, o desligamento foi considerado definitivo.
A empresa argumenta que a forma de compartilhamento na internet evoluiu. Ferramentas integradas em apps e redes sociais assumiram a posição de redirecionar endereços. A manutenção do antigo sistema, portanto, deixou de fazer sentido operacional.
Serviço já havia sido encerrado em 2019
O encurtador deixou de aceitar novos cadastros em abril de 2019. Mesmo assim, os URLs criados antes da data continuaram válidos. Agora, o suporte restante também será encerrado.
Cronograma de desativação dos URLs goo.gl
Em 23 de agosto de 2025, o usuário que clicar em um link goo.gl verá uma página de aviso. O alerta explicará que o serviço será desligado dois dias depois. A intenção é oferecer tempo para que responsáveis substituam os endereços.
No dia 25 de agosto, qualquer tentativa de acesso resultará em erro 404. A página informará que o conteúdo não foi encontrado. Não haverá redirecionamento alternativo nem opção de recuperação.
Redirecionamento não será transferido
Os administradores dos endereços precisarão trocar manualmente cada link. O Google não realizará migração automática para outras plataformas. A empresa também não fornecerá ferramenta de exportação integrada.
Impacto para usuários e desenvolvedores
A mudança afeta principalmente sites, aplicativos e materiais que ainda utilizem goo.gl. Documentos antigos, PDFs, postagens ou banners podem conter URLs que deixarão de funcionar. Equipes de TI devem revisar cópias locais e configurações.
Para o público geral, o impacto tende a ser limitado. A maioria dos internautas já não encontra esse formato em uso rotineiro. Quem mantiver algum favorito precisará substituir o endereço para evitar erros.
Recomendações de ação imediata
Desenvolvedores podem usar encurtadores alternativos ou criar redirecionamentos próprios. Ferramentas como Firebase Dynamic Links oferecem integração com apps mobile. Já administradores de sites podem configurar regras 301 em servidores.
É aconselhável rastrear registros de cliques e identificar conteúdos estratégicos. Relatórios de tráfego ajudam a definir prioridades de atualização. Quanto antes a correção ocorrer, menor o risco de links quebrados em agosto.
Exceção para links gerados no Google Maps
Endereços goo.gl criados dentro do Google Maps não serão afetados. Eles continuarão redirecionando para rotas e pontos de interesse normalmente. A exclusão ocorre porque esses links utilizam infraestrutura diferente.
Usuários que compartilham mapas podem manter o mesmo processo. Não será necessário alterar botões, compartilhamentos ou integrações de localização. O Google ressalta, porém, que a exceção vale apenas para URLs originados na plataforma de mapas.
Cuidados adicionais com conteúdo georreferenciado
Sites que embutem mapas interativos devem confirmar a origem dos links. Caso o endereço tenha sido encurtado fora do Maps, a regra geral da desativação se aplica. Verificar o painel de desenvolvedor é a forma mais segura.
Contexto do encerramento
O domínio goo.gl foi introduzido em 2009 para simplificar o compartilhamento de longas URLs. Na época, redes sociais limitavam caracteres e a prática de encurtar links era comum. Com a ampliação de recursos nativos, a plataforma perdeu espaço.
Desde 2019, o Google recomenda a adoção de soluções mais completas. Opções modernas oferecem monitoramento, personalização e segurança aprimorada. O fim do suporte ao antigo serviço segue essa linha de atualização.
Com o prazo final marcado, organizações têm pouco mais de um ano para ajustar sistemas. Revisões periódicas de conteúdo digital reduzem falhas de acesso. A transição, assim, pode ocorrer de forma organizada e sem perdas para o usuário final.

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