TikTok corre risco de nova suspensão nos Estados Unidos, diz secretário do Comércio

Índices
  1. Governo dos EUA ameaça suspender TikTok novamente
  2. Motivos do possível banimento do TikTok nos Estados Unidos
  3. Histórico de suspensões e prazos já prorrogados
  4. Negociação para venda da operação norte-americana
  5. China tem poder de veto sobre a transação
  6. Próximos passos até setembro

Lead: O secretário do Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, declarou nesta quinta-feira (24) que o TikTok poderá voltar a ficar indisponível no país se a China não concordar em ampliar o controle norte-americano sobre o aplicativo.

Governo dos EUA ameaça suspender TikTok novamente

Em entrevista ao programa “Squawk on the Street”, da CNBC, Lutnick afirmou que a decisão já está tomada. Segundo ele, a plataforma deixará de funcionar para cerca de 100 milhões de usuários norte-americanos caso Pequim não aceite as exigências impostas por Washington.

O secretário argumentou que “não é possível manter um aplicativo sob controle chinês” presente em milhões de dispositivos nos Estados Unidos. A fala reforça a postura adotada pela Casa Branca desde o início do ano, quando o Congresso aprovou um projeto para banir a rede social.

Motivos do possível banimento do TikTok nos Estados Unidos

Preocupação com dados de usuários

Parlamentares norte-americanos temem que o governo chinês obtenha acesso a informações sensíveis dos usuários ou influencie o conteúdo exibido no feed. O projeto aprovado em 2024 condiciona a permanência da plataforma à venda da operação local para uma empresa sediada no país.

Exigência de maior controle norte-americano

Além da transferência de propriedade, autoridades exigem participação direta dos Estados Unidos na governança do aplicativo. A meta é supervisionar a coleta, o armazenamento e o uso de dados para evitar eventuais interferências estrangeiras.

Histórico de suspensões e prazos já prorrogados

Primeira interrupção em janeiro

O TikTok chegou a ser suspenso em território norte-americano em janeiro. A medida, contudo, durou apenas um dia e foi revertida logo depois, quando Donald Trump iniciou seu segundo mandato e concedeu prazo adicional para a venda da filial.

Prorrogações determinadas por Donald Trump

Em junho, o presidente estendeu pela terceira vez o limite para conclusão do negócio, adiando a data final para setembro. A flexibilização permitiu que o aplicativo continuasse operando enquanto as negociações prosseguiam.

Negociação para venda da operação norte-americana

ByteDance confirma tratativas em andamento

A ByteDance, controladora chinesa do TikTok, reconheceu publicamente que discute a transferência da divisão nos Estados Unidos. Apesar da confirmação, nenhum contrato foi oficializado até o momento.

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Imagem: miss.cabul via olhardigital.com.br

Comprador “muito rico”, segundo Trump

No início do mês, Trump afirmou que um grupo de pessoas “muito ricas” já fora escolhido para adquirir o negócio. As identidades dos investidores não foram divulgadas, e detalhes financeiros do possível acordo permanecem sob sigilo.

China tem poder de veto sobre a transação

Mesmo que Washington chegue a um entendimento com o comprador e com a ByteDance, a legislação chinesa exige autorização de Pequim para a venda de ativos tecnológicos estratégicos. Até agora, esse aval não foi concedido.

A falta de aprovação mantém o negócio em suspense e eleva o risco de nova suspensão do aplicativo em solo norte-americano. Lutnick frisou que a plataforma ficará fora do ar imediatamente caso o impasse prossiga.

Próximos passos até setembro

Com a data-limite se aproximando, representantes do governo dos Estados Unidos esperam avançar nas conversas com autoridades chinesas. O objetivo é garantir que o TikTok continue disponível enquanto a negociação é finalizada.

Se não houver consenso até o fim do prazo, usuários norte-americanos podem enfrentar outra interrupção, repetindo o episódio de janeiro. A medida afetaria criadores de conteúdo, anunciantes e consumidores que utilizam o aplicativo diariamente.

Até lá, a plataforma segue ativa, mas a indefinição traz incerteza para o mercado digital e para a própria comunidade de criadores nos Estados Unidos.

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