Pix já poupou R$ 106,7 bilhões a empresas e consumidores brasileiros, revela MBC

Economia gerada pelo Pix ultrapassa R$ 100 bilhões

Índices
  1. Economia gerada pelo Pix ultrapassa R$ 100 bilhões
  2. Por que o Pix reduz custos
  3. Impacto na formalização e na competição
  4. Governança do sistema em debate
  5. Próximos passos para o ecossistema de pagamentos

Desde a estreia do Pix, em novembro de 2020, o sistema de pagamentos instantâneos permitiu que empresas e consumidores economizassem R$ 106,7 bilhões. O cálculo faz parte de um levantamento do Movimento Brasil Competitivo (MBC), entidade que reúne representantes do setor produtivo e da sociedade civil para discutir temas econômicos.

Semestre registra novo recorde de economia

Entre janeiro e junho de 2024, a redução de custos chegou a R$ 18,9 bilhões, valor superior aos R$ 15,3 bilhões apurados no mesmo período de 2023. O montante é quase quatro vezes maior que os R$ 4,9 bilhões registrados no primeiro semestre de 2021, primeiro ano completo de funcionamento da ferramenta.

Projeções indicam R$ 40,1 bilhões anuais até 2030

Com base no ritmo de adoção observado, o MBC estima que a economia gerada pelo Pix pode alcançar R$ 40,1 bilhões por ano até 2030. A projeção considera a expansão do número de usuários, a entrada de novos prestadores de serviço e a manutenção das tarifas atuais, consideradas inferiores às cobradas nos meios tradicionais.

Por que o Pix reduz custos

Antes do lançamento do sistema, transferências via TED, DOC e pagamentos por boleto apresentavam tarifas mais elevadas e dependiam do horário bancário. O Pix, desenvolvido pelo Banco Central (BC), foi concebido como infraestrutura pública para democratizar pagamentos, oferecendo:

- Liquidação em tempo real.
- Funcionamento 24 horas por dia, sete dias por semana.
- Tarifa mais baixa para usuários e comerciantes.
- Integração facilitada com APIs e QR Codes.

Volume de transações segue em alta

Em 2024, o Pix já contabiliza 63,8 bilhões de operações, crescimento de 52% em relação a 2023. O número confirma o sistema como principal meio de pagamento do país, superando com folga TEDs e DOCs em quantidade de transações.

Impacto na formalização e na competição

Segundo empresários consultados pelo MBC, a obrigatoriedade de vincular o cadastro do Pix a uma conta bancária ou instituição de pagamento tem colaborado para reduzir o uso de dinheiro em espécie. O movimento favorece a formalização de trabalhadores autônomos e microempreendedores, que passam a registrar receitas eletronicamente.

A entrada de fintechs e de instituições financeiras de menor porte, possível pela interoperabilidade do sistema, também ampliou a concorrência nos serviços de pagamento. Esse cenário impulsionou a oferta de soluções mais baratas e diversificadas para lojistas e consumidores.

Pix já poupou R$ 106,7 bilhões a empresas e consumidores brasileiros, revela MBC - Imagem do artigo original

Imagem: Saulo Ferreira Angelo via olhardigital.com.br

Redução do “custo burocrático”

Com tarifas inferiores às cobradas pelos meios tradicionais, o Pix diminui o chamado custo burocrático financeiro, que inclui taxas de compensação, manutenção e intermediação. Para empresas com alto volume de vendas, a diferença impacta diretamente a margem de lucro e o fluxo de caixa.

Governança do sistema em debate

O estudo ressalta que a centralização da operação no Banco Central garante universalização, isonomia e agilidade. Contudo, os autores ponderam que um único ente responsável pode, a longo prazo, limitar a robustez do processo decisório.

Desafios para garantir sustentabilidade

Entre as recomendações, o MBC propõe discutir mecanismos de governança que reforcem transparência, participação de diferentes agentes de mercado e alinhamento com melhores práticas internacionais. O objetivo é assegurar resiliência tecnológica e financeira diante do crescimento projetado para a próxima década.

Próximos passos para o ecossistema de pagamentos

A popularização do Pix impulsiona discussões sobre novas funcionalidades, como a integração com carteiras digitais internacionais e a expansão do Open Finance. Para o setor privado, a prioridade é manter o baixo custo operacional; para o BC, o desafio é equilibrar segurança, inovação e inclusão financeira.

Enquanto essas agendas avançam, os dados do MBC indicam que o sistema já cumpre o papel de tornar as transações mais baratas, rápidas e acessíveis, contribuindo para a competitividade da economia brasileira.

{
"@context": "https://schema.org",
"@type": "NewsArticle",
"headline": "Pix já poupou R$ 106,7 bilhões a empresas e consumidores brasileiros, revela MBC",
"datePublished": "2024-07-24",
"dateModified": "2024-07-24",
"author": {
"@type": "Person",
"name": "Redação"
},
"publisher": {
"@type": "Organization",
"name": "Agência de Notícias",
"logo": {
"@type": "ImageObject",
"url": "https://example.com/logo.png"
}
},
"description": "Levantamento do Movimento Brasil Competitivo mostra que o Pix gerou economia de R$ 106,7 bilhões desde 2020. Estudo detalha impactos, projeções e desafios de governança."
}

Postagens relacionadas

Go up