Cinco asteroides passarão pela vizinhança da Terra entre sábado e o fim de agosto, segundo monitoramento da Nasa. Todos têm órbitas calculadas e não oferecem risco de impacto. Dois deles possuem dimensões semelhantes às de aeronaves comerciais.
Asteroides próximos à Terra nesta semana
A série de sobrevoos começa no sábado, 26, com o asteroide 2025 OX. Esse objeto tem cerca de 33 metros de diâmetro e viaja a mais de 52 mil km/h. A distância mínima será de aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros.
Na segunda-feira, 28, é a vez do 2025 OW cruzar a região. Ele mede cerca de 64 metros e atinge velocidade superior a 75 mil km/h. Mesmo assim, ficará a 630 mil quilômetros da Terra, equivalente a 1,6 vez a distância média até a Lua.
No mesmo dia 28, o 2018 BE5 também se aproxima do planeta. O diâmetro estimado é de 25 metros, comparable ao de um pequeno jato. O ponto mais próximo ficará em torno de 5,8 milhões de quilômetros.
Dois corpos com tamanho de avião
Asteroide 2025 OW
O 2025 OW é o maior da lista divulgada nesta semana. O corpo rochoso tem o comprimento de um avião de passageiros de fuselagem estreita. A Nasa classificou a passagem como segura devido à margem de distância prevista.
Asteroide 2025 OX
Embora menor, o 2025 OX também chama atenção pelo porte equivalente ao de um turboélice regional. A rocha seguirá trajetória ainda mais distante que a do 2025 OW. A agência espacial destaca que a órbita está mapeada e não cruza o caminho terrestre.
Outros três objetos em rota de sobrevoo
Depois dos encontros de 26 e 28 de julho, mais dois asteroides entram em cena no fim do mês. O 2025 OR deve chegar em 31 de julho, com diâmetro de cerca de 21 metros. A distância mínima calculada é de cerca de 3,8 milhões de quilômetros.
Em agosto, o 2019 CO1 completa a sequência. O objeto tem dimensões estimadas em 30 metros. A aproximação ocorrerá a cerca de 7,2 milhões de quilômetros.
Todos esses corpos pertencem ao grupo dos Objetos Próximos da Terra, os chamados NEOs. Eles possuem órbitas que cruzam ou se aproximam da trajetória do planeta. A Nasa acompanha cada um com telescópios baseados em solo e observatórios espaciais.
Por que encontros com asteroides são comuns
Asteroides são blocos de rocha, metal e poeira remanescentes da formação dos planetas. O maior cinturão fica entre Marte e Júpiter, mas perturbações gravitacionais podem alterar trajetórias. Assim, alguns objetos acabam entrando na região interna do Sistema Solar.
Segundo dados da agência, impactos de objetos pequenos ocorrem aproximadamente uma vez por década. Rochas maiores que 50 metros atingem a Terra em intervalos de mil a dez mil anos. Colisões realmente grandes, capazes de causar efeitos globais, são ainda mais raras.
Imagem: g1.globo.com
A maioria dos encontros, como os previstos para esta semana, se limita a passagens a centenas de milhares ou milhões de quilômetros. Mesmo assim, o monitoramento constante é considerado essencial. Quanto mais cedo um objeto é catalogado, maior a precisão do cálculo orbital.
Monitoramento e classificação dos NEOs
Os astrônomos utilizam radares, telescópios ópticos e infravermelhos para rastrear asteroides. Cada observação refina a estimativa de posição e velocidade. Dessa forma, eventuais riscos podem ser descartados ou acompanhados com antecedência.
Categorias dinâmicas
Os NEOs recebem designações conforme o desenho médio de suas órbitas. Amors permanecem sempre além do ponto mais distante da Terra, sem cruzá-la. Apollos passam a maior parte do tempo além da órbita terrestre, mas chegam a atravessá-la em determinado trecho.
No lado oposto, Atiras circulam o Sol dentro da órbita da Terra, sem cruzá-la. Já os Atens ficam mais próximos do Sol, porém alcançam a região exterior onde o planeta transita. Essas classificações ajudam a estabelecer prioridades de vigilância.
Defesa planetária e missões recentes
A informação orbital permite planejar estratégias de desvio, caso necessário. Em 2022, a missão DART alterou, com sucesso, a trajetória de um asteroide a 11 milhões de quilômetros. O experimento demonstrou capacidade tecnológica para um eventual cenário de ameaça.
Além de asteroides, cerca de cem toneladas de poeira interplanetária atingem a Terra todos os dias. Grande parte do material se origina de cometas, que liberam partículas ao se aproximar do Sol. Essas micropartículas queimam na atmosfera e raramente chegam ao solo.
A Nasa mantém programas como o CNEOS para consolidar dados de milhares de objetos. Observatórios parceiros em vários continentes enviam medições em tempo real. O resultado é um catálogo em constante atualização, utilizado por agências ao redor do mundo.
Com esse sistema, cientistas confirmam que os cinco asteroides anunciados para os próximos dias não representam perigo. A passagem reforça o caráter dinâmico do Sistema Solar e a importância do acompanhamento contínuo. Novos alertas são emitidos sempre que objetos de interesse entram no campo de observação.

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