Intel mantém cronograma do Panther Lake e prevê força de trabalho de 75 mil pessoas até 2025

Índices
  1. Roadmap do Panther Lake e processo 18A avança
  2. Reestruturação reduz quadro global
  3. Mudanças na rede de fábricas
  4. Volta do hyperthreading
  5. Desempenho de produtos atuais
  6. Resultados do segundo trimestre

Intel confirmou que o processador Panther Lake continua programado para chegar ao mercado ainda em 2025, enquanto a empresa acelera o processo de redução de pessoal para encerrar o próximo ano com 75 mil funcionários. Essas informações foram apresentadas durante a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2025. A companhia também destacou a entrada em produção do nó de fabricação 18A, base das próximas gerações de CPUs.

Roadmap do Panther Lake e processo 18A avança

Primeiros embarques ainda em 2025

O primeiro chip Panther Lake deve começar a ser enviado aos parceiros no final de 2025, conforme o plano original divulgado anteriormente pela Intel. Produtos adicionais baseados na mesma arquitetura têm lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026. A empresa vê o novo design como peça-chave para reforçar a presença em notebooks de consumo e corporativos.

18A será base para três gerações

O processo 18A, que já entrou em produção, sustentará pelo menos três levas de processadores tanto para clientes quanto para servidores. Segundo o diretor financeiro David Zinsner, o pico de volume do 18A só deve ocorrer no início da próxima década, garantindo retorno financeiro prolongado ao investimento. A variação 18A-P, que incorpora tecnologias RibbonFET e PowerVia, também fará parte dessa estratégia.

Reestruturação reduz quadro global

Meta de 75 mil empregados

A companhia registrou US$ 1,9 bilhão em encargos de reestruturação no trimestre, refletindo cortes e reorganização interna. O objetivo é enxugar a estrutura e aumentar a responsabilidade de cada nível hierárquico. Até o fim de 2025, o quadro deverá cair para 75 mil colaboradores.

Foco em eficiência e responsabilização

Em comunicado a funcionários, o presidente-executivo Lip-Bu Tan reconheceu o impacto das medidas, mas afirmou que elas são necessárias para simplificar a organização. O executivo se comprometeu a aprovar pessoalmente cada grande projeto antes do tape-out, evitando investimentos sem demanda comprovada. Tan definiu a filosofia como “construir o que o cliente precisa, quando precisa”.

Mudanças na rede de fábricas

Ritmo mais lento em Ohio

O complexo fabril de Ohio, parcialmente financiado pelo programa CHIPS norte-americano, terá o ritmo de construção desacelerado. Tan considerou a expansão fabril “desnecessariamente fragmentada” e pretende alinhar capacidade ao volume contratado. A decisão não altera, por ora, planos em Israel, que permanecem ativos.

Consolidação na Ásia

Operações de montagem e testes serão transferidas de pequenas instalações na Costa Rica para unidades maiores no Vietnã e na Malásia. Projetos previstos para Polônia e Alemanha foram cancelados, reduzindo dispersão operacional. A movimentação busca ganhos logísticos e redução de custos.

Intel mantém cronograma do Panther Lake e prevê força de trabalho de 75 mil pessoas até 2025 - Imagem do artigo original

Imagem: pcworld.com

Volta do hyperthreading

Decisão afeta produtos cliente e servidor

Tan classificou como erro a retirada do hyperthreading, iniciada com a família Arrow Lake. A tecnologia, também chamada de Simultaneous Multithreading, deverá retornar para recuperar desempenho frente à concorrência. A mudança será aplicada primeiro em soluções de data center, com possibilidade de se estender aos desktops.

Desempenho de produtos atuais

Demanda por Raptor Lake

Enquanto o 18A não alcança grandes volumes, chips baseados no Intel 7 continuam sustentando as vendas. A linha Raptor Lake, de 14ª geração, mantém forte procura devido a preços considerados atraentes por consumidores e empresas. A disponibilidade ajustada do nó Intel 7 mantém o equilíbrio entre oferta e demanda.

Resultados do segundo trimestre

Segundo critérios GAAP, a Intel registrou prejuízo de US$ 2,9 bilhões no trimestre, com receita estável de US$ 12,9 bilhões. A divisão Client Computing teve queda anual de 3 %, totalizando US$ 7,9 bilhões. Para o próximo período, a companhia projeta faturamento entre US$ 12,6 bilhões e US$ 13,6 bilhões, acima das expectativas de analistas.

O nó sucessor, identificado como 14A, permanece em desenvolvimento com estreia prevista para 2028 ou 2029. Tan afirmou que só autorizará investimentos adicionais após verificar compromissos concretos de volume de clientes internos e externos. A postura reforça a busca por disciplina de capital e retorno mensurável.

Além de hardware, a empresa pretende integrar uma pilha completa de sistemas e software para inteligência artificial, abandonando a abordagem exclusivamente focada em silício. Tan encerrou a apresentação reconhecendo desafios, mas reiterou a disposição de implementar mudanças necessárias para elevar a performance da companhia nos próximos anos.

Postagens relacionadas

Go up