Intel confirmou que o processador Panther Lake continua programado para chegar ao mercado ainda em 2025, enquanto a empresa acelera o processo de redução de pessoal para encerrar o próximo ano com 75 mil funcionários. Essas informações foram apresentadas durante a divulgação do balanço do segundo trimestre de 2025. A companhia também destacou a entrada em produção do nó de fabricação 18A, base das próximas gerações de CPUs.
Roadmap do Panther Lake e processo 18A avança
Primeiros embarques ainda em 2025
O primeiro chip Panther Lake deve começar a ser enviado aos parceiros no final de 2025, conforme o plano original divulgado anteriormente pela Intel. Produtos adicionais baseados na mesma arquitetura têm lançamento previsto para o primeiro semestre de 2026. A empresa vê o novo design como peça-chave para reforçar a presença em notebooks de consumo e corporativos.
18A será base para três gerações
O processo 18A, que já entrou em produção, sustentará pelo menos três levas de processadores tanto para clientes quanto para servidores. Segundo o diretor financeiro David Zinsner, o pico de volume do 18A só deve ocorrer no início da próxima década, garantindo retorno financeiro prolongado ao investimento. A variação 18A-P, que incorpora tecnologias RibbonFET e PowerVia, também fará parte dessa estratégia.
Reestruturação reduz quadro global
Meta de 75 mil empregados
A companhia registrou US$ 1,9 bilhão em encargos de reestruturação no trimestre, refletindo cortes e reorganização interna. O objetivo é enxugar a estrutura e aumentar a responsabilidade de cada nível hierárquico. Até o fim de 2025, o quadro deverá cair para 75 mil colaboradores.
Foco em eficiência e responsabilização
Em comunicado a funcionários, o presidente-executivo Lip-Bu Tan reconheceu o impacto das medidas, mas afirmou que elas são necessárias para simplificar a organização. O executivo se comprometeu a aprovar pessoalmente cada grande projeto antes do tape-out, evitando investimentos sem demanda comprovada. Tan definiu a filosofia como “construir o que o cliente precisa, quando precisa”.
Mudanças na rede de fábricas
Ritmo mais lento em Ohio
O complexo fabril de Ohio, parcialmente financiado pelo programa CHIPS norte-americano, terá o ritmo de construção desacelerado. Tan considerou a expansão fabril “desnecessariamente fragmentada” e pretende alinhar capacidade ao volume contratado. A decisão não altera, por ora, planos em Israel, que permanecem ativos.
Consolidação na Ásia
Operações de montagem e testes serão transferidas de pequenas instalações na Costa Rica para unidades maiores no Vietnã e na Malásia. Projetos previstos para Polônia e Alemanha foram cancelados, reduzindo dispersão operacional. A movimentação busca ganhos logísticos e redução de custos.
Imagem: pcworld.com
Volta do hyperthreading
Decisão afeta produtos cliente e servidor
Tan classificou como erro a retirada do hyperthreading, iniciada com a família Arrow Lake. A tecnologia, também chamada de Simultaneous Multithreading, deverá retornar para recuperar desempenho frente à concorrência. A mudança será aplicada primeiro em soluções de data center, com possibilidade de se estender aos desktops.
Desempenho de produtos atuais
Demanda por Raptor Lake
Enquanto o 18A não alcança grandes volumes, chips baseados no Intel 7 continuam sustentando as vendas. A linha Raptor Lake, de 14ª geração, mantém forte procura devido a preços considerados atraentes por consumidores e empresas. A disponibilidade ajustada do nó Intel 7 mantém o equilíbrio entre oferta e demanda.
Resultados do segundo trimestre
Segundo critérios GAAP, a Intel registrou prejuízo de US$ 2,9 bilhões no trimestre, com receita estável de US$ 12,9 bilhões. A divisão Client Computing teve queda anual de 3 %, totalizando US$ 7,9 bilhões. Para o próximo período, a companhia projeta faturamento entre US$ 12,6 bilhões e US$ 13,6 bilhões, acima das expectativas de analistas.
O nó sucessor, identificado como 14A, permanece em desenvolvimento com estreia prevista para 2028 ou 2029. Tan afirmou que só autorizará investimentos adicionais após verificar compromissos concretos de volume de clientes internos e externos. A postura reforça a busca por disciplina de capital e retorno mensurável.
Além de hardware, a empresa pretende integrar uma pilha completa de sistemas e software para inteligência artificial, abandonando a abordagem exclusivamente focada em silício. Tan encerrou a apresentação reconhecendo desafios, mas reiterou a disposição de implementar mudanças necessárias para elevar a performance da companhia nos próximos anos.

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