Filho de Margarida e Renê Bonetti: mistério persiste após série e podcast
Desde o lançamento do podcast A Mulher da Casa Abandonada em 2022 e da série homônima no Prime Video em 2025, a ausência de informações sobre o filho de Margarida e Renê Bonetti continua despertando curiosidade. As duas produções detalham o caso de escravidão contemporânea que envolveu o casal, mas evitam citar o herdeiro.
Quem é o casal Bonetti e por que o caso ganhou notoriedade?
Margarida Bonetti e Renê Bonetti, brasileiros que viveram nos Estados Unidos, foram acusados de manter a empregada doméstica Hilda Rosa dos Santos em condições análogas à escravidão. O caso voltou à pauta após o jornalista Chico Felitti contar a história no podcast, impulsionando discussões sobre violações de direitos trabalhistas em pleno século XXI.
Em 2025, a série documental trouxe novas imagens e depoimentos, incluindo o relato inédito de Hilda. Mesmo assim, a identidade e o paradeiro do filho do casal não foram revelados.
Por que o filho de Margarida e Renê Bonetti não aparece nas produções?
Limite ético entre interesse público e privacidade
Em entrevista concedida em 2022, Chico Felitti explicou que a não divulgação do nome ou localização do filho tem base ética. À época dos crimes, o garoto era criança e não figura nas denúncias registradas nos tribunais norte-americanos. Segundo o jornalista, expor alguém que não participou das infrações violaria o princípio de não prejudicar terceiros inocentes.
Felitti declarou que essa é a pergunta mais recorrente do público. Ainda assim, mantém a posição de preservar a identidade do jovem, hoje adulto, pois ele não responde criminalmente pelo caso que envolve seus pais.
Participação da família na série documental
No fim de cada episódio, a produção do Prime Video informa que a família Bonetti foi contatada mas optou por não conceder entrevistas. O aviso reforça que todos os parentes próximos, inclusive o filho, preferiram permanecer fora das câmeras.
O que se sabe sobre o estado atual do filho do casal?
Não há registros públicos sobre a residência, profissão ou rotina do herdeiro. Em documentos oficiais, ele aparece apenas como menor de idade no período em que a investigação correu nos Estados Unidos. Desde então, nenhum novo processo menciona seu nome.
As informações disponíveis indicam que ele permanece fora dos holofotes, sem perfis públicos nas principais redes sociais e sem aparições em eventos relacionados ao caso. Fontes citadas por Felitti em 2022 sugerem que o jovem vive distante da mãe, mas não há confirmação.
Contexto familiar de Margarida Bonetti
Origem paulista e disputa de herança
Margarida nasceu em uma família tradicional do estado de São Paulo. O pai, Geraldo Vicente de Azevedo, foi médico renomado e pioneiro em videolaparoscopia minimamente invasiva no Brasil. A mãe, Maria de Lourdes Danso Vicente de Azevedo, era conhecida por ações beneficentes e administrou a mansão em Higienópolis até 2011.
O avô, Francisco de Paula Vicente de Azevedo, recebeu de D. Pedro II o título de Barão de Bocaina. Sua atuação em engenhos de açúcar, bancos e ferrovias marcou a economia do Vale do Paraíba no século XIX.

Imagem: tecmundo.com.br
Após a morte dos pais, as três filhas — entre elas Margarida — travaram disputa judicial pelo espólio. Documentos do inventário apontam acusações de ambas as partes sobre cuidados com a mãe e gerenciamento dos bens da família.
Situação atual de Margarida e Renê Bonetti
Residência e rotina da “mulher da casa abandonada”
Margarida Bonetti ainda vive na casa em Higienópolis, zona central de São Paulo. O imóvel, em estado de abandono, guarda objetos que pertenciam ao pai, como um veículo Voyage estacionado na garagem deteriorada.
Vida de Renê Bonetti nos Estados Unidos
Renê Bonetti cumpriu pena nos Estados Unidos e atualmente mora na Virgínia, atuando no setor aeroespacial. Ele evita entrevistas e aparições públicas desde que deixou a prisão.
Por que o paradeiro do filho permanece relevante?
Interesse público e responsabilidade jornalística
A história do casal Bonetti envolve reflexões sobre trabalho escravo, impunidade e privilégios sociais. O filho se torna peça de interesse público por ser descendente direto dos protagonistas. Ao mesmo tempo, a legislação de proteção à criança e ao adolescente, somada à ausência de envolvimento em crimes, impõe limites à divulgação de dados pessoais.
O caso evidencia o desafio entre atender a curiosidade social e preservar direitos individuais. Para especialistas ouvidos por Felitti, revelar qualquer dado que possibilite a identificação do filho poderia gerar exposição indevida e riscos à segurança dele.
O que pode mudar no futuro?
Possibilidade de novas informações
Se o próprio herdeiro decidir falar publicamente, as produções poderão atualizar a história. Até lá, a escolha de permanecer anônimo é respeitada pelos jornalistas e pelas plataformas de streaming.
Enquanto isso, o podcast continua disponível em serviços de áudio, e a série de três episódios está no catálogo do Prime Video. As obras registram o impacto do caso e consolidam a decisão editorial de proteger quem não responde por crimes.
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