Bombardeiro B-2 Spirit: o “avião invisível” que acompanhou a chegada de Vladimir Putin aos EUA

Bombardeiro B-2 Spirit: detalhes da escolta de Putin no Alasca

Índices
  1. Bombardeiro B-2 Spirit: detalhes da escolta de Putin no Alasca
  2. O que torna o B-2 Spirit “invisível”
  3. Capacidade de armamento do B-2 Spirit
  4. Como o B-2 Spirit tem sido empregado

Na sexta-feira, 15, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, recebeu o presidente da Rússia, Vladimir Putin, em solo norte-americano. A chegada ocorreu no Alasca, onde o líder russo pousou a bordo de um Ilyushin Il-96.

Durante o trecho final do voo, o jato presidencial russo foi acompanhado por um B-2 Spirit, bombardeiro estratégico da Força Aérea dos Estados Unidos. A operação empregou uma das 21 unidades existentes do modelo, reconhecido por sua furtividade e pelo alto custo de produção.

Quem participou da operação de escolta

A missão envolveu tripulações da Força Aérea norte-americana posicionadas no Alasca. O B-2 Spirit decolou de uma base da região e interceptou o Il-96 nos limites do espaço aéreo dos EUA, seguindo em formação até o pouso da aeronave russa.

Segundo autoridades militares, a presença do bombardeiro garantiu segurança adicional ao corredor aéreo reservado para a visita presidencial, sem interferir no plano de voo do visitante.

O que torna o B-2 Spirit “invisível”

Projetado pela Northrop Grumman no fim da década de 1980, o B-2 Spirit foi concebido para escapar de radares avançados. A estrutura em formato de asa volante, o revestimento absorvente de ondas eletromagnéticas e a redução de assinaturas térmicas cooperam para dificultar sua detecção.

Essas características permitem que a aeronave se infiltre em espaços aéreos protegidos por sistemas de defesa antiaérea considerados sofisticados, realizando ataques de precisão sem ser rastreada com facilidade.

Dados técnicos principais

Custo por unidade: estimado em US$ 2,1 bilhões, o que faz do B-2 o avião militar mais caro já produzido.

Alcance: mais de 11 mil km sem reabastecimento, possibilitando missões intercontinentais a partir do território continental dos EUA.

Produção: 21 unidades fabricadas, número reduzido após mudanças estratégicas provocadas pelo fim da Guerra Fria.

Capacidade de armamento do B-2 Spirit

O compartimento interno do B-2 transporta até 18 toneladas de armamentos convencionais ou nucleares. A lista inclui bombas de queda livre, armas guiadas e mísseis de longo alcance.

Bombardeiro B-2 Spirit: o “avião invisível” que acompanhou a chegada de Vladimir Putin aos EUA - Imagem do artigo original

Imagem: Angel DiBilio via olhardigital.com.br

Bomba GBU-57A/B bunker buster

Uma das armas mais conhecidas do arsenal do B-2 é a GBU-57A/B, projetada para destruir instalações subterrâneas reforçadas. Cada unidade pesa 13 toneladas e pode penetrar mais de 60 metros de concreto armado antes da detonação. A orientação por GPS aumenta a precisão do impacto.

Outras munições compatíveis

JDAM (Joint Direct Attack Munition): bombas convencionais equipadas com kits de guiagem por GPS para ataques cirúrgicos.

JSOW (Joint Standoff Weapon): bomba planadora que permite engajar alvos a longa distância, preservando a furtividade da aeronave.

JASSM (Joint Air-to-Surface Standoff Missile): míssil de cruzeiro com alcance superior a 800 km, também desenvolvido com tecnologia de baixa observação.

Como o B-2 Spirit tem sido empregado

O bombardeiro estreou em operações reais na Guerra do Kosovo, em 1999. Posteriormente, aeronaves B-2 decolaram dos Estados Unidos para atacar alvos no Afeganistão, em 2001, e na Líbia, em 2011, demonstrando a capacidade de atingir regiões distantes sem escalas.

A combinação de autonomia e furtividade mantém o modelo como peça-chave da dissuasão estratégica dos EUA, sobretudo em missões que exigem penetração em defesas aéreas robustas.

Por que o B-2 segue relevante

A despeito da idade do projeto, as 21 unidades passam por atualizações eletrônicas periódicas. O objetivo é integrar novos sensores, ampliar a conectividade com outras plataformas de combate e assegurar que o avião permaneça capaz de contornar sistemas antiaéreos emergentes.

Até que o sucessor B-21 Raider entre em serviço pleno, o B-2 Spirit continua sendo o principal vetor de bombardeio furtivo de longo alcance da aviação militar norte-americana.

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